19 de set. de 2011

Obsessões - Cavernícolas

Cavernícolas



Seus corpos espirituais contem marcas profundas, que sugerem ser fruto de acidentes ou doenças mais graves. Feridas fétidas, membros amputados, cortes profundos em alguma parte de seus corpos — tudo compunha um quadro estranho de se ver.

Mostram-se de tal modo envergonhados que claramente desejam ocultar suas deformidades uns dos outros. Somem chão adentro sem deixar vestígio. Certas sepulturas funcionam como portas, das quais se utilizam para ingressar num pretenso mundo subterrâneo.

— Abaixo da superfície, outros planos ou dimensões existem, em situação energética mais densa, nos quais esses seres se refugiam. Agrada-lhes viver em cavernas subterrâneas, apesar de que já têm coragem de ver e ouvir além de seu mundo mental, diferentemente dos primeiros fantasmas.

Vivem em bandos, embora tenham perdido a lembrança de como articular a voz, para que pudessem efetivamente se comunicar entre si. Não despertaram ainda para qualquer atividade mental superior. Também podem ser classificados de fantasmas de cemitérios; entre os guardiões, porém, são conhecidos como cavernícolas, que assim os distinguem dos fura-terras.

"Há uma razão para tanto. Essa classe de espíritos, especificamente, é muito visada pelos feiticeiros encarnados, que, desdobrados, procuram os cemitérios para realizar seus trabalhos. Quando detêm tal capacidade, perseguem esses fantasmas, capturam-nos e os aprisionam sob seu poder magnético.

Nos processos de magia negra, os feiticeiros os acoplam às auras de encarnados vítimas do processo obsessivo. Enfermidades desconhecidas, processos de adoecimento prolongado, sem diagnóstico claro ou tratamento, nem ao menos resposta diante das intervenções da medicina humana, passam a fazer parte da vida de tais pessoas.

Tal situação é conhecida entre nós como ressonância vibratória. Isto é, o encarnado absorve os fluidos do ser em desequilíbrio, que está mentalmente comprometido e cujo perispírito apresenta grave contaminação por elementos pertinentes à esfera astral, tais como matéria tóxica, larvas, bactérias e outras criações mentais totalmente integradas ao corpo espiritual dessas entidades.

O quadro pode se tornar ainda mais complexo quando os feiticeiros se associam aos seus pares na dimensão extra física. Afinal, é natural que atuem em conjunto, dada a sintonia que existe entre eles por conta das ações mórbidas que empreendem, independentemente de estarem deste ou de outro lado da vida.

 Assim, se o feiticeiro do astral tiver um poder mental e hipnossugestivo mais intenso, ele poderá inclusive manipular certos vírus e bactérias cultivados em pântanos e charcos do umbral, que ordinariamente só se encontram em regiões inferiores, com vistas a transferi-los para o corpo físico de seus alvos.

Usam os cavernícolas como transmissores ou vetores desses microorganismos etéricos, muitos dos quais completamente desconhecidos do homem. Em virtude do contato intenso e constante que promovem com o campo energético do enfeitiçado, dá-se a transferência, o salto para o plano material.

Sejam vírus, bactérias ou comunidades microbianas próprias do mundo astralino inferior, o fato é que se materializam ante a interferência da baixa feitiçaria, causando enfermidades variadas e dificilmente diagnosticadas pela medicina terrena.

— Os chamados cavernícolas representam perigo porque também são presas perfeitas para os magos negros desencarnados e cientistas das trevas, categorias bem diversas dos feiticeiros, de que tratamos anteriormente, e conforme veremos em detalhes em outro momento.

Como não perderam completamente o uso da razão e sua situação mental é diferente da situação dos fura-terras, os magos e cientistas procuram os cavernícolas para transformá-los em cobaias de suas experiências infernais.

São utilizados como hospedeiros para o desenvolvimento de bactérias e comunidades de vírus, nos laboratórios localizados nas regiões mais densas, aproveitando-se seu estado perispiritual, que evidencia grande decomposição. A matéria astral de seus perispíritos, obedecendo ao comando mental dos agentes das sombras, transforma-se num ninho de seres microscópicos semimateriais, que se desenvolvem e se reproduzem.

São seres cuja existência é restrita ao plano astral, mas isso não impede que sejam utilizados em experimentos por essas figuras do mal. Objetivam, aos poucos, materializar na Terra esses elementos cultivados em laboratório, através do ectoplasma que conseguem extrair dos humanos.

(Retirado do livro Legião - Um olhar sobre o reino das sombras de Ângelo Inácio e Robson Pinheiro)

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