15 de mai de 2013

Céu ou inferno, para onde você vai?


Na natureza não há recompensas ou castigos; há consequências.
- Robert Ingersoll



Esta frase poderia muito bem ser aplicada à vida pós-morte. Não há céu e inferno, ao menos não no conceito que a sociedade costuma ter desses lugares. Há sim, lugares agradáveis e outros inóspitos. Há locais bem frequentados e outros nem tanto. Contudo, o que define onde e com quem você estará após seu desencarne não é seu "merecimento". Não haverá juízes ou julgamento onde você supostamente responderia por seus atos em vida. 

Tudo é bem mais complexo e infinitamente mais simples...

A principal Lei, de tantas que fazem nosso universo existir da maneira que existe, é a Lei da Atração!

Artigo único, parágrafo único, cláusula única, inciso único: OS SEMELHANTES SE ATRAEM!

Da mesma maneira que a gravidade exerce atração sobre tudo que existe, a Lei das Semelhanças não pode ser violada ou burlada. Naturalmente, após o desencarne, você é atraído para perto daqueles que pensam e sentem como você e, o local em que todos vocês estarão possui uma natureza de acordo com suas vibrações mentais e emocionais. Na verdade, quem cria a atmosfera de um lugar são seus moradores. Coerente, não?

Assim, até podemos classificar de inferno regiões sombrias, lamacentas, onde a atmosfera é densa e tudo cheira mal. Estes lugares existem, pois são criados por pessoas cujos pensamentos e emoções vibram ódio, revolta, culpa, desejo de vingança, vitimismo, autopiedade, etc.

É da energia que emana destas pessoas que se constitui o ambiente e, a Lei inexorável conduz essas pessoas para perto de seus semelhantes.

Não é errado supor que um estuprador seja "condenado" a séculos em um local imundo onde ele será estuprado dezenas de vezes ao dia. O equívoco está apenas em acreditar que há um julgamento moral que irá pesar os bons e maus atos deste homem e, de acordo com seu merecimento encaminha-lo a uma instituição prisional (inferno) onde será devidamente castigado (ou reeducado).

Ele simplesmente será conduzido por uma Lei natural para perto de seus semelhantes, pessoas que vibram na mesma frequência e com valores morais afins. Portanto, quando acordar em um outro plano, estará cercado de estupradores sedentos de sexo. A pouca higiene do local se deve exclusivamente ao padrão vibratório destes espíritos.

O contrário também procede...

Pessoas que vibram amor ao próximo como (e) a si mesmo, altruístas e sinceramente preocupadas com o bem coletivo são naturalmente atraídas para perto de pessoas semelhantes. E, naturalmente, o ambiente criado pelas emanações vibratórias dos pensamentos e emoções destas pessoas é extremamente agradável, bem como sua companhia. Daí, não seria equivocado chamarmos isso de paraíso.

Equívoco é acreditar que um juiz irá pesar seus atos, que erros e acertos serão colocados na balança de Xangô ou de Gabriel e que serão medidos para saber se você é merecedor do paraíso. Isto acontece naturalmente de acordo com seu padrão vibratório no momento do desencarne.

Não convém entrar, aqui, no mérito do perdão que qualifica o perdoador a ser perdoado por aqueles contra quem cometeu alguma falta. Esse assunto é deveras complexo e merece um texto exclusivo. Contudo, convém afirmar, sem medo de errar, que é possível sim, a qualquer momento rever sua conduta, alterar seu pensamento e emoções, reformar-se intimamente e alterar assim seu destino.

Mesmo um assassino, uma vez arrependido, que vibre intensamente o amor ao próximo (e não a culpa por seus crimes) pode ser conduzido naturalmente para um lugar agradável.

É verdade que há implicações kármicas que lhe tornam vítima potencial daqueles a quem causou algum tipo de sofrimento e, aí entramos na questão de obsessores, etc. Porém, não há punição divina que o envie ao "inferno" por causa de seus atos, embora possa haver consequências;

O contrário também se aplica, pois, ainda que uma pessoa tenha tido uma vida exemplar, se ao desencarnar estiver envolta em sentimentos de ódio e rancor, a Lei o conduzirá para perto daqueles que vibram este mesmo sentimento.

Mas, da mesma maneira que é permitido pela Lei do Kárma que obsessores intercedam a atuem contra aqueles que os prejudicaram, é permitido que amigos intercedam a favor de alguém que se desestabilizou.

Ainda assim, estamos falando de consequências, pois, se você semeou inimigos, colherá inimigos e, se semeou amigos... Lógico!

Assim, não há erro em parafrasear o cidadão citado acima e, em vez de "Na natureza não há recompensas ou castigos; há consequências," digamos que No Universo não há recompensas ou castigos; há consequências!

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