29 de mai de 2016

Será que existe perdão?



Um amigo postou a imagem acima com a seguinte pergunta: Será que existe perdão?
Há, nesta vida, duas forças às quais dificilmente consigo resistir: falar de metafísica e responder perguntas retóricas. Neste caso, ambas se juntaram na primeira postagem que leio ao despertar.

A despeito da mitologia abraâmica e das religiões que dela se originam, fundamentadas no pecado, na culpa e no medo da punição, não há juízes para perdoar ou absolver. Ainda assim, a Justiça opera de maneira indiscutivelmente eficiente ao propósito de regenerar e evoluir os humanos.

O Universo que habitamos [não sei dos demais Universos] funciona como um relógio. Jogue uma maçã para cima e a Lei da Gravidade atuará sobre ela sem que se precise evoca-la, ou juízes, advogados, etc.

Temos 7 corpos espirituais sobre postos, encaixados, que se vão desintegrando à medida que evoluímos. Destes, dois são provisórios: o corpo físico e o duplo etéreo. Ambos são abandonados após o desencarne. A partir disto a pessoa sofrerá a ação da Lei da Atração [bem, é assim que eu chamo]: “os semelhantes se atraem”.

A Física Quântica já explica que TUDO no Universo é energia vibrando em diferentes velocidades. A maneira de pensar e sentir, o equilíbrio emocional e o domínio da razão sobre as emoções, o amor ao próximo, são alguns dos aspectos que determinam qual a vibração de cada um. Esta vibração opera como uma conexão, como se estivéssemos sempre sintonizados com o grupo com que nos identificamos. Uma vez descartado os corpos físico e etéreo, somos atraídos magneticamente para junto deste grupo.  
Também a Física Quântica explica como os átomos reagem ao observador. Se neste plano mais denso influenciamos o ambiente com nossos dejetos, nos planos sutis os ambientes são moldados em harmonia com nossos pensamentos e emoções. Façamos então um exercício imaginativo:

-  Imaginemos a serenidade de um monge budista com grande controle sobre mente e emoções e também de alguém totalmente dominado por seus instintos, como um estuprador, por exemplo. Ambos, ao desencarnar, serão atraídos para junto de um grupo de pessoas em tudo parecidas com eles, e o ambiente em que se encontrarão terá sido moldado pelo pensamento e emoções destas pessoas.

Sem os corpos mais densos, e num ambiente adequado à sua realidade espiritual, a percepção acerca dos próprios atos e valores também é mais ampla, e neste ponto a Lei que atuará sobre eles já foi mencionada em um livro: “a mesma medida com que medis será medido.” Não é uma frase metafórica. Não se trata de régua similar àquela que usaste para medir teus semelhantes, mas exatamente a mesma: a sua!

Cada um olhará para sua própria vida e seus atos, com o mesmo critério que anteriormente olhava para a vida dos outros para julgar-lhes os atos. E, aí cabe a pergunta inicial: Será que existe perdão?

Mas, há mais...

Física e Metafísica são apenas percepções diferentes sobre a mesma matéria, e a terceira Lei de Newton também atua nos outros planos da existência. Assim, toda ação produz uma reação.

Pensemos que a vida não cessa, que alternamos ciclos infinitamente. As amizades permanecem e vão se fortalecendo a cada interação, mas as inimizades também. Todos voltamos a nos esbarrar por esta longa vida, e quando isso acontece, as experiências anteriores decidirão nosso comportamento. Neste caso, a pergunta “Será que existe perdão?” se aplica àqueles que se sentiram prejudicados pelas nossas atitudes, se eles nos perdoarão, ou não.


Assim, de acordo com nossas atitudes, teremos amigos que irão ao fim-do-mundo para nos ajudar, ou inimigos que nos perseguirão até o fim-do-mundo para vingarem-se!

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